Coisas da vida...

'Comecei a planejar e escrever os originais do meu livro em fevereiro de 1993. No final de maio o trabalho estava finalizado. Em seguida contatei a editora e fiz os acertos de contratação para a edição e impressão dos livros. No final de junho, os livros estavam todos prontos e entregues para comercialização. No passo seguinte, comuniquei-me com as revistas e enviei alguns exemplares para as possíveis análises e resenhas, já comentadas anteriormente (clique aqui e confira). Tudo aprovado, matérias publicadas.

Não demorou muito tempo e comecei a receber dezenas de cartas de todo Brasil, que depois se transformaram em centenas, pedindo instruções sobre como adquirir o livro. Então iniciei as vendas diretamente aos potenciais leitores via Correios. Por questões de logística e praticidade, depois repassei as vendas para a revista Eletrônica Popular, no Rio de Janeiro, e, em São Paulo, para as Lojas do Livro Eletrônico. Estávamos em início de agosto, a essa altura as Emissoras Internacionais já haviam feito as suas resenhas.

E assim, à proporção que mais livros eram lidos, mais cartas eram recebidas e respondidas. A cada dia, o número de cartas crescia exponencialmente. Eram cartas sobre os mais variados temas: clubes de Radioescuta, propagação, aquisição de equipamentos, antenas, etc. Mas em setembro do mesmo ano, mais precisamente na primeira semana de setembro, tudo mudou para mim. Sofri um acidente neurológico que me deixou com as atividades físicas e intelectuais suspensas por dois anos (de setembro 1993 a setembro 1995) e mais seis meses para readaptação psicológica para a volta ao trabalho.

Assim, sentindo-me já plenamente recuperado, dei-me conta de um arquivo onde guardara todas as cartas dos meus diletos leitores. O arquivo na época fora tão bem guardado, que só consegui encontrá-lo após um mês de constantes buscas. E assim encerro essa história ou quase saga literária sobre meu livro.

Finalmente, gostaria de agradecer a todos os meus queridos leitores e amigos pelos incentivos e palavras de apoio expressas através das cartas, telefonemas e mensagens. A todos vocês o meu carinho e o mais profundo agradecimento'.



Marcos Álvares Barbosa